domingo, 13 de janeiro de 2008

.: Déjà vu :.

Não percebemos a sua presença.
Mas somos cercados por clichês dinâmicos.
Diários. Inevitáveis

Fazem parte de nossas vidas.
Nossas vidas dinâmicas.
Cotidiano.
Já pensaram no que sempre...
vemos,
escutamos,
falamos,
cheiramos,
sentimos
...
diariamente, semanalmente mensalmente, anualmente ....


Não acham estranho ?
Uma sensação incomoda de Déjà vu diário ...

Quando a mente está demasiadamente ocupada, eu, Lucas, permaneço "estaticamente parado" com a "dinamicidade das repetições" diárias.
Perplexo. Em estafa temporalmente mental. (- Talvez um mecanismo interno meu, Lucas, para desocupar a mente e me preocupar com o nada)

Não querendo ser nulista e tão pouco niilista, mas o que discutirei não tem muita importância, são só palavras e não mudarão a forma que vemos nossas vidas.

É apenas a meu ponto, sem critica e "sem clichês"

Não sei quantas formas de clichês existem, eu, Lucas em minha pouca inteligência percebi três tipos de clichês.
São as três formas do cotidiano atuar na vida.
  1. Clichês em massa.
  2. Clichês familiares.
  3. Clichês pessoais.

*Clichês em massa

Acredito eu, Lucas que a vida se apóia num arcabouço, num tronco principal e segue seu curso. E por isso ela se repete.
Se repete como um ponteiro de um relógio de pulso que sempre passa no mesmo lugar no mesmo instante, como de costume, como programado.
Como uma cena de um filme repetida centenas de vez.
Um Feitiço do Tempo, no qual nos vemos presos diariamente.
Sempre tento explicar algo mostrando analogias, metáforas, coincidências, fatos...
Pensei bem, questionei algumas pessoas mais próximas para tentar encontrar a uma boa forma de permanecer no meu clichê pessoal e expor.

Imaginem uma formiga em uma árvore.
Imaginem que ambas nasceram no mesmo momento e vão crescendo juntas.
De forma que a formiga possa utilizar a árvore como habitat, como fonte de vida.
A formiga cresce sempre vasculhando o tronco principal da árvore. Ela não se questiona. Não nota. E nem dúvida. Mas sempre vê, escuta... no mesmo tronco principal. Em determinadas épocas, a árvore cresce e forma um novo galho, cujo a formiga passa a ver, escutar... nessa nova região nunca dantes explorada.
Mas a formiga sempre volta para o seu tronco tão querido. Parece mais seguro. Se sente em casa.
Caso a formiga passe a freqüentar com mais freqüência esse novo galho formado, a árvore como um "mecanismo interno" desenvolve, fortifica esse galho, fazendo com que a formiga se interesse cada vez mais a procurar esse novo ramo da árvore.
Mas engraçado, a formiga mesmo invadindo novos galhos durante seu crescimento, sempre volta ao seu tronco.
A formiga se repete.

Mas a pergunta não é, porque a formiga não procura outra árvore para viver.

A pergunta talvez seja, será que ela sabe que exista outra árvore?
Ou para que a formiga precisa de outra árvore? Num daria no mesmo ?

Em 2008 veremos, escutaremos, ... as "mesmas" "coisas" que vimos, escutamos em 2007. Como um tronco principal.

O Carnaval, seguido do São João, da semana santa... O interessante é que assim que acaba o Carnaval sempre existe alguém para dizer - que o próximo ano me aguarde, ou tu vai passar o São João aonde ? (as vezes isso acontece mesmo antes de acabar o Carnaval).

Veremos as "mesmas" noticias, escutaremos as "mesmas" musicas, iremos aos "mesmo" locais que sempre vamos, falaremos com as "mesmas" pessoas as "mesmas" coisas de sempre.

Nunca repararam, então assistam as próximas noticias, por exemplo, as dos Carnaval, e compare com as de 2007. Falarão sobre o Galo, as ladeiras de Olinda, As escolas de samba... Mas não serão "coisas" inéditas. Serão as "mesmas" "coisa" com um outro ponto de vista. Vão se sentir no Déjà vu.

Bem vindo ao cotidiano.

E o que fazemos de diferente não conta ?

São os novos galhos. O novo. O diferente do mesmo. A fuga do clichê.

Mas em certos momentos até o novo se repete, pois o que fazemos para fugir do clichê e fortificar um galho novo, é o que sempre fazemos.

Talvez o grande ponto que diferencie um ordinário de um extraordinário seja a capacidade do extraordinário perceber os clichês e não cair nas armadilhas do cotidiano dinâmico, e viver lutando para ter uma vida diariamente diferentemente.
Mas talvez uma pessoa extraordinária, signifique uma pessoa duplamente ordinária que esquece a simplicidade do cotidiano, dos clichês matinais e não possui a capacidade de viver a vida porque está sempre lutando contra ela.

A questão é: a árvore sempre nos fornecerá galhos novos, cabe a nós fortificá-los.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom... melhor q todos editoriais q ja li... tu eh genial!